GOL no Convent da GLDF

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O Grande Oriente Lusitano esteve representado no encerramento no Convent da Grande Loja de França, em  16 de Junho 2012 em Paris.

Reivindicando-se como continuadora das primeiras Lojas parisienses, no século XVIII, a atual estrutura da Grande Loja de França remonta a 1894, afirmando-se como uma das principais Obediências mundiais na prática do Rito Escocês Antigo e Aceito.  A presença do Grande Oriente Lusitano foi assegurada pelo Grão-Mestre e pelo Grande Secretário Geral.

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Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria

A Assembleia da República e o Círculo de Leitores –  Temas e Debates, apresentaram no dia 8 de Novembro, na Biblioteca da Assembleia da República, o livro Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria, da autoria do Prof. Dr. António Ventura.

A obra foi apresentada pela Prof. Dra. Maria Fernanda Rollo.

Maçons associam-se às comemorações

Uma delegação do Grande Oriente de França (GOF), a mais antiga obediência maçónica da Europa continental, associou-se esta segunda-feira às comemorações do 25 de Abril, em Lisboa.

“Fizeram questão de vir cá visitar-nos por ocasião do 25 de Abril e de acompanhar as iniciativas da Associação 25 de Abril” que culminaram com o desfile da Avenida da Liberdade, onde esteve o dirigente máximo do GOF, Guy Arcizet, adiantou ao DN o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), António Reis.

António Reis, que participou no tradicional desfile do 25 de Abril em Lisboa, adiantou que Lisboa foi palco, este fim-de-semana, de uma reunião entre o GOL e o GOF em que participaram também maçons da Bélgica, Colômbia, Marrocos e Suíça.

por M.C.F.  in http://www.dn.pt

IN MEMORIAM a Fernando Teixeira

O CENTRO DE ESTUDOS TRADICIONAIS AFONSO DOMINGUES e o GRÉMIO LITERÁRIO

Fernando Teixeira – Grão Mestre jubilado da GLRP

tem a honra de convidar V. Exa. para a sessão de lançamento do livro IN MEMORIAM a FERNANDO TEIXEIRA, que se realiza no próximo dia 13 de Dezembro de 2010 (segunda-feira), pelas 19,00 horas, nas instalações do Grémio Literário, Rua Ivens 37, Lisboa.

Esta homenagem, de carácter abrangente também em termos maçónicos, será lançado o livro “In Memoriam” coordenado pelo Grão-Mestre Jubilado António Marques Miguel, colaboram as mais variadas personalidades que tiveram a oportunidade de conhecer algumas facetas do homem singular que relançou a Maçonaria Regular em Portugal.

São João e a Maçonaria

João Baptista

São João e a Maçonaria

História e Ritual das duas figuras bíblicas presentes nos rituais simbólicos da Maçonaria, uma prancha de instrução do M:. M:. Montesquieu.

História e Ritual. É tradicional estarem as lojas simbólicas sob os auspícios das duas figuras bíblicas designadas correntemente como São João (embora também se venere, subsidiariamente, o terceiro João, também evangelista, mais conhecido como Marcos(1)). No item XXII dos Regulamentos Gerais das Constituições de Anderson, de 1723, recordam-se os dias mais festivos dos maçons operativos: o mais sagrado é o de São João Batista, em 24 de Junho, mas logo, em segundo lugar, o de São João Evangelista, em 27 de Dezembro. Aliás, como é bem sabido, a Grande Loja de Londres foi precisamente fundada em 24 de Junho de 1717. Em 1721, o cânone dos dois dias solenes foi confirmado em Inglaterra. Em 1736, Lord Sinclair (ou Guilherme, na verdade Guillaume, ou seria William?, Saint-Clair de Roslin), protector hereditário das oficinas da Escócia, abdicou da prerrogativa que possuía e, concentrando-se numa única loja especulativa maçons antigos e maçons aceitos, formou-se uma Grande Loja que alguns consideram sob protecção de São João de Edimburgo (e outros de Santo André da Escócia) (2). Continuar a ler

António Reis – Biografia

António Reis

António Reis (Lisboa, 1948), professor universitário, político e maçon português, é docente auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Ocupa o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa desde Junho de 2005.

Após o 25 de Abril de 1974, desempenhou vários cargos políticos:

Deputado à Assembleia Constituinte;
Deputado na Assembleia da República (1976-1983 nas I, II, e III legislaturas) e de 1995-2002 (VII e VIII legislaturas), nas quais foi Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Presidente da Comissão Parlamentar de Ética e Presidente da Delegação portuguesa à Assembleia da OSCE;
Fez parte do II Governo Constitucional, 1978 como Secretário de Estado da Cultura, liderado por Mário Soares.

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Emílio Rui Vilar “A Criação Cultural no Espaço Europeu”

Emílio Rui Vilar

Emílio Rui da Veiga Peixoto Vilar (Porto, 17 de Maio de 1939) é um jurista e político português. Licenciado em Direito, pela Universidade de Coimbra, em 1961. Cumpriu serviço militar entre 1962 e 1965, e assumiu funções directivas no Banco Português do Atlântico em 1969, onde permaneceu até 1973. Foi o primeiro presidente da SEDES, em 1970 […] Actualmente e (desde 2002) é presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian

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“Liberdade precisa de igualdade de condições”

ANTÓNIO REIS

António Reis

Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano sobre o II Encontro Maçónico Internacional de Lisboa

“Liberdade precisa de igualdade de condições”

Correio da Manhã – Quais são os objectivos do encontro que [ontem] reuniu em Lisboa maçons de todo o mundo?

António Reis – Vem no seguimento de outros ao nível internacional que têm abordado temas de actualidade e que têm a ver com a preocupação da maçonaria em defender determinados valores, da paz, liberdade, igualdade e laicidade.

Este encontro tem por tema os valores republicanos devido ao centenário da República?

Sim, os maçons portugueses foram determinantes para a implantação da República em Portugal e por isso justificava-se esta iniciativa. Mas há outra razão que tem a ver com o facto de estarmos conscientes de que a crise financeira e económica que atravessamos é consequência de uma crise de valores, de uma crise ética da sociedade, que levou a que a irresponsabilidade de quem exerce determinados poderes nos conduzisse para a situação que atravessamos

O que teria de mudar na nossa República para ela melhorar?

Nós consideramos que deve haver uma maior preocupação com a igualdade. Não basta assegurar as liberdades. A liberdade, para ser efectivamente garantida, precisa que haja igualdade de condições entre todos os cidadãos e que todos tenham acesso a um mínimo para viver condignamente.

No encontro falou-se da necessidade de uma maior laicidade. O que pretende?

A laicidade é aqui entendida não como uma arma de combate às religiões, mas como uma garantia da paz institucional, da liberdade de consciência, de religião, de expressão, sem estarmos sujeitos às ameaças de fundamentalismos, quaisquer que eles sejam, de natureza ideológica ou religiosa. É um dos nossos valores. E para que estes valores sejam praticados é necessário que os poderes públicos assegurem eficazmente a eliminação e a prevenção da corrupção.

in Correio da Manhã

Encontro maçónico: faltam virtudes às Repúblicas de hoje

Maçons defendem que é preciso fazer renascer uma “ética republicana” para garantir que a “coisa pública” não continue a ser só para alguns

Os valores estão bem, as virtudes nem por isso. Mas como “uma coisa não vive sem a outra”, há um buraco em expansão que poderá deixar sem sentido os valores fundamentais inscritos na Constituição, frisou ontem Paulo Ferreira da Cunha, professor de Direito da Universidade do Porto, durante um encontro internacional promovido, em Lisboa, pelo Grande Oriente Lusitano (maçonaria).

No encontro, de dois dias, participaram várias dezenas de representantes de lojas maçónicas de 10 países europeus. Sexta-feira decorreu à porta fechada, ontem foi aberto aos “profanos”. Tema em debate – “A Actualidade dos Valores Republicanos”.

Ferreira da Cunha lembrou que há “boas notícias”. Uma delas é a de que, no ocidente, os valores republicanos, como a liberdade e a igualdade, “foram sendo absorvidos pela ideologia dominante e estão cada vez mais consensualizados”. Mas pelo caminho tem-se vindo a desvanecer aquilo que, de facto, quer dizer República. Nem mais, nem menos, do que “coisa pública” ao serviço da qual foi erigida uma “ética republicana”, agora em profunda crise por falta de actores que a ponham em prática.

António Reis, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, corroborou ao PÚBLICO: “A crise económica actual, que começou por ser financeira, tem a sua raiz numa crise ética. Nos comportamentos absolutamente irresponsáveis de quem tem o poder económico e também de alguns que exercem o poder político.” Para este ex-deputado do PS, “não há melhor antídoto do que cortar o mal pela raiz”: “O fortalecimento dos valores republicanos pode constituir uma resposta”.

“Não serve de nada ter as Constituições cheias de valores republicanos se não existe uma aplicação pessoal desses valores”, observou Ferreira da Cunha. É essa aplicação que dá corpo às “virtudes republicanas”, que podem ter uma tradução simples, lembrou, recorrendo, para gáudio dos presentes, aos aforismos escritos em 1850 por Alberto Morais Carvalho, que mais tarde viria a ser ministro da Justiça. Por exemplo, este: “Um Governo sábio deve criar homens para empregos e não empregos para homens.” Ou este: “Há honras sem honra, como há honra sem honras.”

Na assistência, o jovem maçom Rui Cunha aponta um imperativo: “É urgente que façamos nós mesmos uma reflexão sobre a dimensão participativa da democracia, sob pena de a República ser uma coisa pública apenas para alguns.” Uma proposta: porque não pedir a “fiscalização da própria constitucionalidade do Estado”?

Em resposta, Ferreira da Cunha defendeu que, na próxima revisão constitucional, se deveria garantir “uma efectiva democratização do acesso à Constituição”, dando possibilidade aos cidadãos de poderem, de “uma forma muito mais ampla”, suscitar a inconstitucionalidade de actos e diplomas. E também um “verdadeiro acesso à justiça”. Porque assim como está “é platónico”.