Membros do GOL pedem mais intervenção pública

GOLReunidos em Congresso, apelam a maior rigor nas entradas e pedem ao grão-mestre para assumir posições públicas sobre o estado do país.

Os membros do Grande Oriente Lusitano (GOL) querem maior rigor na admissão de novos elementos e defendem mais intervenção pública do grão-mestre. Estas foram as principais posições assumidas pelos ‘irmãos’ que, no passado fim-de-semana, reuniram-se em Congresso no Palácio Maçónico, no Bairro Alto, em Lisboa.

Mais de 250 maçons de várias lojas debateram 50 comunicações – metade das quais, apurou o SOL, alertavam para a necessidade de apertar as regras de adesão.

“Muitos defendem que é preciso ser mais exigente nas entradas, considerando que se permitiu a entrada de pessoas que não preenchem os requisitos – como ser livre, honesto, etc.”, refere ao SOL fonte do GOL, que neste momento tem 100 lojas e cerca de dois mil membros.

Esta questão dos iniciados tem gerado polémica no seio das lojas, e levou mesmo à suspensão de um ‘irmão’ – um funcionário da RTP – que exigiu a expulsão de Miguel Relvas através de uma carta em nome de uma loja (Pátria) que não constava dos registos do GOL. O caso seguiu para o tribunal maçónico e, segundo o SOL apurou, foi decidido recentemente aplicar pena de nova suspensão.

Outro dos aspectos que preocupa os maçons é a ausência de intervenção pública de Fernando Lima, que lidera a obediência. “Alguns acham que o GOL deve ser mais interventivo, fazer alertas e críticas públicas sobre a situação do país” – salienta um dos presentes no Congresso, explicando que alguns participantes defenderam que a situação económica e política do país exige declarações públicas dos maçons.

Catarina Guerreiro in SOL | 2 de Fevereiro, 2014

 

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