Conferência “Constituições de Anderson e dos Antigos”

No dia 29 de Novembro de 2013, sexta-feira, pelas 19.00H, no Palácio Maçónico, o Museu Maçónico Português, realiza a conferência Constituições de Anderson e dos Antigos, apresentada pelo Dr. Salvato Telles de Menezes, no âmbito do ciclo Sextas da Arte Real.

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A conflitualidade de interesses em presença na Inglaterra e Escócia após 1717, entre católicos e protestantes, entre a burguesia mercantil emergente e a nobreza instalada, entre visões iluministas de homens da ciência e as de iniciados tradicionalistas, determinaram a emergência de ritos maçónicos diferentes, que decantaram em distintas versões de Constituições Maçónicas: a dos Modernos e as dos Antigos.

A História dos Ritos Maçónicos encontra-se, assim, naturalmente associada à aparição e à evolução dos primeiros decénios da Franco-Maçonaria especulativa. Em 1717 foi constituída a Grande Loja de Londres, primeira Obediência Maçónica do Mundo. No seu âmbito foi organizado, durante o decénio seguinte, um sistema ritual em três graus, revelado ao público em 1730, através da exposição consubstanciada na publicação do livro “Masonry Dissected” de Samuel Prichard.

A obra de Prichard motivou a introdução de alterações nos Rituais, que determinaram uma celeuma mantida com os membros de uma segunda Grande Loja, entretanto constituída, que depreciativamente apelidaram os maçons da primeira obediência de “Modernos”, revindicando o purismo derivado da pratica dos Rituais originais, ditos de “Antigos”. Esta discussão só terminou com a fusão das duas lojas, tendo a nova Obediência adoptado os Ritos da Grande Loja dos Antigos.

Este confronto de ideias, que se encontra plasmado nos documentos reguladores destas duas primeiras Obediências (Constituições de Anderson, para os “Modernos”, e “Ahiman Rezon” para os Antigos) não só influenciou decisivamente toda a evolução da Maçonaria Anglo-Saxónica, como conduziu à fixação de duas grandes famílias de rituais maçónicos para os graus simbólicos: “Antigos” e “Modernos”.

Todos os Ritos Maçónicos praticados no mundo relevam de uma ou de outra destas duas famílias, quaisquer que sejam as suas designações, muitas vezes enganadoras.

Esta conferência, visa aprofundar as questões suscitadas por este cisma, cujas linhas de clivagem e consequências ainda se encontram presentes na Maçonaria contemporânea, nomeadamente em Portugal.

Contando com a vossa participação, apresentamos os nossos cumprimentos,

Fernando Castel-Branco Sacramento

Director
Museu Maçónico Português
Rua do Grémio Lusitano nº 25
1200-211 Lisboa | Telefone: 213 424 506
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