Templo de Salomão

 

Museu Maçónico Português realiza no dia 15 de Novembro de 2013, sexta-feira, pelas 19.00H, na Sala  Magalhães de Lima, do Palácio Maçónico, no âmbito do ciclo Templo Lugar do Sagrado, a conferência/debate intitulada Templo de Salomão, a apresentar por Dr. Cipriano de Oliveira. Templo de Salomão - Cipriano Oliveira

O Templo é, e sempre foi, o lugar privilegiado do Homem para, em comunidade, viver a transcendência, ritualizada de forma distinta em cada época.

O Templo de Salomão, particularmente, ocupa uma posição de destaque na simbologia maçónica, fonte de símbolos, alegorias, lendas e ensinamentos. Existem diversas dúvidas no percurso e na busca das origens da simbólica maçónica. Podemos perguntar: se o Templo de Salomão realmente existiu? Se existiu, quais eram suas dimensões? Hiram Abiff foi um personagem real, foi o fundidor das colunas do Templo?

É conveniente lembrar que não há qualquer registo extra-bíblico a respeito da construção do Templo de Salomão. Contamos apenas com a Bíblia como fonte documental.

No entanto, é um facto insofismável, que todo o simbolismo do Templo de Salomão está presente no quotidiano da vivência maçónica.

Apesar de minuciosas descrições registadas na Bíblia, ainda não foi possível ter certezas quanto ao primeiro templo de Jerusalém. A arqueologia bíblica ainda não apresentou nenhuma prova válida da existência de tal obra. Explica-se a ausência de vestígios arqueológicos à completa destruição que teria sido realizada por Nabucodonosor, ou à insuficiência de escavações no próprio sítio atribuído à localização do Templo. Esse lugar (sagrado para Judeus, Muçulmanos, Católicos e Protestantes) seria actualmente ocupado pela Mesquita de Omar, ou o Domo da Rocha, onde Abraão, obediente a Deus, quase sacrificou seu próprio filho, Isaac (Gen. 22.1-19) – onde, de modo significativo, a tradição islâmica localiza Maomé subindo ao Céu. Por causa desses factos torna-se quase impossível empreender uma busca arqueológica dos vestígios do templo de Salomão.

A ser assim, podemo-nos interrogar como é que a sua presença se manifesta no simbolismo do templo maçónico?

Fernando Castel-Branco Sacramento

Director
Museu Maçónico Português
Rua do Grémio Lusitano nº 25
1200-211 Lisboa | Telefone: 213 424 506
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