Essência da maçonaria em tertúlia no Porto

O Café Astória, no Hotel Continental, no Porto, voltou a ser palco de uma animada tertúlia, subordinada ao tema «Maçonaria Hoje» e que contou com a presença de Fernando Lima, ex-presidente da Sociedade Lusa de Negócios e grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), e o maçon José Adelino Maltez, autor do livro Abecedário Simbiótico, apresentado igualmente na mesma cerimónia.

Coube a Fernando Lima dar alguns esclarecimentos sobre uma ordem iniciática e ritualista, universal e fraterna, filosófica e ‘progressista’, baseada no livre pensamento e na tolerância, sempre na busca de um mundo mais livre, justo e igualitário.

A questão essencial durante a tertúlia incidiu sobre uma espécie de nepotismo que vale a muitos maçons as maiores críticas, pois, defendem alguns, movem influências e proteções nos quadrantes da política, economia e justiça.

O grão-mestre da GOL esclareceu que a maçonaria não tem qualquer objectivo de «tomar o poder», mas cada um tem de responder pela sua consciência.

«A maçonaria é uma escola de homens de valores, de honra e com conceitos que visam ter uma sociedade melhor. Se isso é ter influência…. Não penso que prejudique a nossa sociedade, antes pelo contrário».

A questão de algum secretismo em volta destas instituições também foi abordada de forma aberta por Fernando Lima, que deixa à consideração de cada um assumir publicamente «se é ou não maçon».

«Cada um exprime a sua opinião em consciência. Agora, não podemos concordar na obrigatoriedade de as pessoas terem de assumir isso. Cada um, por sua livre vontade, deve decidir o que é melhor para si. Nunca por obrigação. Isso seria uma brecha, uma violação do direito do cidadão e há que preservar a vida privada. É antijurídico, anticonstitucional e contra a Convenção dos Direitos do Homem», afirmou.

Por Paulo Pinto
Fotos de Eduardo Oliveira
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