Cardeal Patriarca defende que políticos não têm de assumir que são maçons

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, defendeu hoje em Fátima que os políticos não têm de assumir a sua ligação à maçonaria.

À margem da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa a que preside, D. José Policarpo disse não ver “uma relevância muito grande” que os políticos assumam que são maçons. “A páginas tantas também vão ter de assumir que são do Sporting ou do Benfica? Não. Não me parece que seja necessário”, reforçou o Cardeal Patriarca.

O Cardeal Patriarca adiantou que a maçonaria faz parte da sociedade e tem influência na vida política. “Só me admiro é que haja pessoas a surpreenderem-se com isso neste momento”, acrescentou. D. José Policarpo salientou, no entanto, que “outra coisa é se a maçonaria enquanto tal teve influência directa em coisas políticas” e isso “já não é aceitável”.

Para o Cardeal Patriarca, é curioso que “a própria maçonaria que se primava pelo secretismo do seu dinamismo comece a ser forçada a vir para a luz do dia a declarar-se mais”. D. José Policarpo recordou que a origem da maçonaria é “canónica” e que “nasceu dentro da Igreja, porque foi uma espécie de fraternidade dos construtores de catedrais”. Mas, o cardeal discorda que seja compatível ser maçon e católico. “Não é possível, porque rejeitam aquilo que é essencial para nós, a aceitação da palavra de Deus e a revelação sobrenatural”, frisou.

10.01.2012 – 14:37  Por Lusa

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