Golpe de Beja – 50 anos

Alguns dos que participaram no golpe de Beja, na madrugada de 1 de Janeiro de 1962, alegam que caso o golpe tivesse tido sucesso Portugal seria hoje um país diferente.

Os sobreviventes, um grupo de 22, entre militares e civis, assinam agora um documento no qual denunciam que esta memória está esquecida e que a data devia ser assinalada com dignidade, porque o que aconteceu em Beja ajudou a preparar o 25 de Abril.

Há cinco décadas, na noite de passagem de ano de 1961 para 1962, um grupo de pessoas, entre elas militares, tentou tomar o quartel do Regimento de Infantaria 3, em Beja.

Um dos protagonistas, o coronel Eugénio de Oliveira, contou que havia um programa de desenvolvimento traçado para o país e que servia de pano de fundo para a chamada Revolta de Beja. A iniciativa foi travada, caso contrário, disse, hoje teríamos «outro país».

Entrevistado pela agência Lusa, o ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano explicou que o programa de desenvolvimento previsto para o país era inspirado nos velhos ideais republicanos.

Esse programa defendia «eleições livres», uma descolonização não apressada e com «diálogo aberto», permitindo que a maior parte dos portugueses continuassem nas ex-colónias. Tal, vincou, teria evitado que tivesse sido «derramado tanto sangue» e que tivessem nascido «tantos ódios».

No entanto, os planos não passaram disso, porque as forças do regime de Salazar impediram o golpe encabeçado pelo general Humberto Delgado. Duas pessoas foram mortas nos confrontos.

O coronel Eugénio de Oliveira acabou expulso do exército e preso durante cinco anos. Após o 25 de Abril foi reintegrado e actualmente é subscritor de um documento que pretende resgatar a memória da Revolta Armada de Beja.

No entanto, os planos não passaram disso, porque as forças do regime de Salazar impediram o golpe encabeçado pelo general Humberto Delgado. Duas pessoas foram mortas nos confrontos.

Humberto Delgado

Image via Wikilusa

O coronel Eugénio de Oliveira acabou expulso do exército e preso durante cinco anos. Após o 25 de Abril foi reintegrado e actualmente é subscritor de um documento que pretende resgatar a memória da Revolta Armada de Beja.

Biografia de Eugénio de Oliveira na Wikilusa

Artigo Parcial*

Fonte TSF

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