Alexandre Herculano em Lisboa

Herculano recordado em Lisboa

No ano do bicentenário de Alexandre Herculano (que nasceu a 28 de Março de 1810), a Associação Portuguesa de Escritores (APE) organiza um ciclo de debates para evocar “a figura de Herculano, que foi muito mais do que um escritor”, explica ao DN Luís Machado, coordenador da iniciativa. “Queremos evocar o seu pensamento e a sua obra, o facto de ter sido um combatente pela liberdade e de ter investigado a História de Portugal.” Afinal, recorda, “Alexandre Herculano está nos Jerónimos, o que não é para qualquer um”.

O primeiro debate, já a 6 de Julho, tem como tema “Herculano: Identidade e Defesa do Património” e conta com as intervenções do secretário de Estado da Cultura, Elísio Summaville, e António Valdemar, presidente da Academia Nacional de Belas Artes. O encontro está marcado para as 18.30, numa sala do Arco da Rua Augusta (oportunidade para visitar um local que costuma estar fechado ao público), e será seguido de um jantar com uma ementa alusiva à época e à vida de Herculano, no Martinho da Arcada, onde não faltará o vinho da região de Santarém.

O ciclo prolonga-se por vários meses e procura abordas os vários aspectos do autor, até mesmo aqueles que são menos conhecidos como a sua ligação à maçonaria. Outra particularidade é o facto de cada palestra se realizar num local diferente, sempre associada ao tema em questão e à vida de Herculano que, quando morou em Lisboa, se movimentava no eixo Bairro Alto/ Baixa, explica Luís Machado.

Assim, irá falar-se de historiografia (13 de Julho, Faculdade de Belas Artes, com António Borges Coelho); o mutualismo (4 de Outubro, auditório do Montepio, com o padre Vítor Melícias);  a maçonaria (12 de Outubro, Grémio Lusitano, com João Alves Dias); a literatura (19 de Outubro, Centro Nacional de Cultura, com o presidente da APE, José Manuel Mendes) e a cidadania (26 de Outubro, Café Martinho da Arcada, mesa-redonda com Freitas do Amaral, Eduardo Lourenço e Guilherme d’Oliveira Martins, e moderação de António Valdemar, José Manuel Mendes e Luís Machado). Com jantar a terminar, porque, como diz Luís Machado, “Herculano apreciava a boa mesa“.

A entrada é livre mas para esta última sessão é necessário marcar lugar, devido à lotação da sala.

in DNArtes 25-06-2010

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